Impactos da Construção Civil



A construção civil, responsável por 15 a 50% do consumo de recursos naturais, é uma das maiores causadoras de impactos ao meio ambiente, na atualidade. Atividades relacionadas à construção, operação e demolição de edifícios promovem degradação ambiental através do consumo excessivo de recursos naturais e da geração de resíduos. Por isso, faz-se necessária a minimização dos impactos ambientais gerados e a difusão de conceitos de desenvolvimento sustentável, para que o setor busque construções com melhor desempenho ambiental.

Praticamente todas as atividades desenvolvidas na construção civil são geradoras de resíduos, comumente chamado entulho ou resíduo de construção e demolição (RCD), ou, ainda, como atualmente tem sido denominado, resíduo da construção civil (RCC). No processo construtivo, o alto índice de perdas é a principal causa do resíduo gerado.

Dentro do ciclo de vida de uma edificação, a etapa de construção responde por uma parcela significativa dos impactos causados pela construção civil no ambiente. Já a fase de operação do prédio é responsável por parcela significativa de impacto ambiental, pois há grande consumo de energia, de água e grande geração de resíduos, especialmente esgoto e lixo doméstico.

Por exigência da sociedade, as empresas foram obrigadas a perceber que, da mesma forma que trabalham com a gestão da qualidade para melhorar seus processos e obter melhores resultados com os clientes, devem usar a mesma lógica para melhorar sua relação com o meio ambiente.




Aspecto ambiental, segundo a norma ISO 14001 (1996), é considerado “elemento das atividades, produtos ou serviços de uma organização que pode interagir com o meio ambiente”. Impacto ambiental, segundo esta norma, é “qualquer modificação do meio ambiente, adversa ou benéfica, que resulte, no todo ou em parte, das atividades, produtos ou serviços de uma organização”.

A grande parte da matéria-prima empregada na construção civil é obtida através da extração de recursos naturais como areia, cimento, agregados, madeira e aço. O volume de matéria-prima consumida na produção de edifícios é elevado e crescente. A implantação de projetos que tenham por objetivo a utilização de recursos naturais tem como conseqüência determinado grau de degradação ambiental que varia de acordo com o consumo de recursos naturais não renováveis. Já o desperdício de materiais nas construções não se baseia somente na geração de resíduos sólidos, mas também na não reutilização de seus resíduos no processo de construção.

Preservar o perfil natural do terreno, em projeto seria o ideal. A prática contínua de terraplanagem pode gerar retiradas e aterros de grandes volumes de barro, além da retirada de vegetação nativa. Os movimentos de terra alteram o perfil natural do terreno e o escoamento das águas superficiais, podendo até descaracterizar o entorno.

As interferências no meio ambiente originadas da incorreta deposição dos resíduos nos ambientes urbanos são os seguintes: degradação de áreas hídricas, tais como: rios, riachos, lagos e mananciais, por aterramento, destruição de fauna e flora, poluição do ar, ocasionado por poeiras, desvios de rios causando alagamentos e cheias, deslizamentos provocados por entulhos em terrenos instáveis.

Diante do exposto, não se pode falar em desenvolvimento sustentável de uma cidade, se a construção civil de edificações: consumir quantidades excessivas de recursos não renováveis; degradar o ambiente pela extração desses recursos e pela ocupação exagerada do solo, ou seja, criar extensas áreas impermeáveis e prejudicar a vizinhança quanto à insolação e ventilação; e produzir grandes quantidades de resíduos, além de dispor incorretamente do solo sem o devido tratamento, às vezes até degradando taludes e rios.

Fontes: